Pensamento do Dia

Nada de monumento coberto de elogios. O meu epitáfio será o meu nome, nada mais. (Byron)

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Mapa de áreas de risco no Rio é de 5 anos atrás

A Geo-Rio não faz mapeamento completo para prevenir desabamentos em encostas e deslizamentos em caso de chuvas fortes na cidade há cinco anos. O último relatório, de 2005, detectou 32 pontos que representam perigo e até risco de vida para os moradores. Após o ciclone que atingiu o Rio no sábado, garis ainda limpavam ontem uma escola tomada por lixo e lama no bairro Fazenda Botafogo | Foto: Fábio Gonçalves / Agência O DiaConforme O DIA revelou em 8 de janeiro, o Tribunal de Contas do Município (TCM) já havia alertado, em documento, que os recursos da prefeitura no setor permitiam apenas ações corretivas. Desde o último levantamento completo da Geo-Rio, a fundação tem realizado apenas vistorias e estudos geológicos pontuais.

Ontem, o Rio ainda sofria consequências do ciclone de sábado. Pelo menos três mil estudantes, de cinco escolas e uma creche da rede pública, continuavam sem aula por causa dos estragos. O Colégio Estadual Comendador Valentim dos Santos Diniz, em São Gonçalo, por exemplo, só voltará a receber alunos amanhã, quando está prevista a chegada de outra frente fria ao estado. Hoje pode haver pancadas de chuva.

O mapa feito em 2005 pela Geo-Rio foi financiado pelo Ministério das Cidades e apontou que seriam necessários R$ 24,1 milhões para solucionar problemas relacionados a chuvas em 10 áreas. A Geo-Rio informou que o órgão federal prometeu liberar o dinheiro, mas a quantia não foi repassada. A previsão é que o Ministério da Integração Nacional — que ficou responsável pela aplicação dos recursos — envie este ano cerca de R$ 7,2 milhões para intervenções em apenas dois locais — morros do Encontro, no Grajaú, e Borel, na Tijuca.

O Ministério das Cidades, no entanto, tem outra versão. Segundo o órgão, em 2007, representantes da prefeitura entregaram pedido de verba ao ministro Márcio Fortes, que estava em visita ao Rio. Depois, o município enviou ofício a Brasília, mas nunca encaminhou documentação detalhando os projetos em que seriam aplicados os recursos.