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| Linha 4 do Metrô está na mira do MPERJ: Paralisação será pedida |
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Apesar da obra da linha 4 do metrô, que vai ligar a Barra da Tijuca a Ipanema, estar com mais de um quilômetro de escavações concluídas, o projeto continua gerando polêmica. Desta vez é o Ministério Público Estadual que vai entrar na história. Ainda, esta semana, o promotor Carlos Frederico Saturnino, da 1ª Promotoria de Tutela Coletiva do Meio Ambiente, vai entrar com uma ação civil pública pedindo a paralisação das obras.
Na noite de segunda-feira, dia 31 de outubro, diversos integrantes do movimento “O Metrô que o Rio Precisa" entregaram ao promotor Saturnino um documento assinado por 16 associações de moradores, entre elas, Sociedade Amigos de Copacabana - SAC, Associação de Moradores e Amigos de Botafogo – AMAB, AMALGA - Associação de Moradores do Alto Gavea, ANIMA LEBLON, AMAJB (Associação de Moradores do Jardim Botânico), AMIPANEMA, AMOUR (Associação dos Moradores da URCA), AMAPLUC (Associação de Moradores do Parque Lúcio Costa), AMAPLUC (Associação de Moradores do Parque Lúcio Costa), FAMRIO (Federação Municipal das Associações de Moradores), e pelo engenheiro de transportes Fernando Mac Dowell, que pede providências ao órgão. “Os estudos que nos mostraram até agora não apresentam segurança. Minha preocupação é que metrô é um sistema de transporte e que vai servir a população. O maior problema é com a parte operacional do projeto. Ninguém é contra a Linha 4 do metrô, somos contra a uma série de problemas que não estão sendo explicados pelo governo. Agora caberá ao governo enfrentar este processo e dar uma satisfação a população”, declarou Mac Dowell ao Portal Aib News, na manhã desta terça-feira, dia 1º de novembro. Diversas autoridades também apoiam o movimento, entre elas, os vereadores Carlo Caiado, Carlos Bolsonaro, Teresa Bergher, e os deputados Marcelo Freixo, Otávio Leite e Stephan Nercessian. O promotor Saturnino alega que vai basear a ação em irregularidades no licenciamento ambiental, emitido pelo Instituto do Meio Ambiente - Inea. Para ele, a licença foi obtida pela Secretaria estadual de Transportes em 2004 e, desde então, o projeto da Linha 4 passou por diversas alterações: “Diante de tantas mudanças, as audiências públicas e os estudos de impacto não poderiam ser aproveitados. A ação será distribuída esta semana e exigirá a paralisação das obras, até que seja feito um novo licenciamento ambiental. Saturnino afirmou ainda que as obras de construção da nova Estação General Osório, iniciadas em julho, estão sendo feitas com base no licenciamento emitido para a estação que já existe no local. Para o promotor, o projeto requer uma nova licença. Segundo ele, a estação foi prevista como término da Linha 1 e não teria como expandir unindo-se à Linha 4, o que exigiu as intervenções. “Em Ipanema, o órgão ambiental adaptou uma licença que já estava pronta, sem fazer novas audiências públicas”, informou o promotor. O movimento" Metrô que o Rio Precisa" enviou uma carta ao Comitê Olímpico Internacional (COI) com as reclamações quanto ao traçado da Linha 4. Em sua resposta, o comitê informou que a obra não faz parte dos compromissos estabelecidos no caderno de encargos para o evento esportivo. “Finalmente, o movimento ganhou apoio está tendo atenção de uma esfera que tem poder de decisão. É preciso interromper essa marcha de insensatez - disse a vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), que apoia o movimento. A Secretaria estadual de Transportes enviou nota dizendo que as licenças para o trecho oeste da Linha 4 (Barra-Gávea) estão em vigor, assim como a autorização para a expansão da Estação General Osório, que, segundo o órgão, foi concedida na época da construção da estação original. Já a licença para a construção do trecho da Zona Sul está em processo de concessão, segundo a secretaria. Procurado, ontem à noite, o Inea não comentou a iniciativa do MP. Mobilizações Associações de moradores da Zona Sul e da Barra iniciaram uma mobilização, em 2010, defendendo a Linha 4 original, que passaria por Jardim Botânico, Humaitá, Laranjeiras e Centro. O governo alega que o novo traçado atenderá a 240 mil pessoas por dia, o dobro de passageiros estimados para o percurso anterior. A Linha 4 passará pelo Jardim Oceânico, por São Conrado, pela Gávea e pelo Leblon. Governo do estado bateu o martelo em outubro No início de outubro, deste ano, o governo do estado bateu o martelo e anunciou o trajeto que inclui a ponte estaiada (suspensa por cabos), em concreto e aço, que sairá da Pedra do Focinho do Cavalo e passará sobre a Lagoa da Tijuca, seguindo em direção à estação Jardim Oceânico. Ainda foi divulgado, pelo secretário estadual de Obras e vice-governador, Luiz Fernando Pezão, que a rocha de São Conrado seria aproveitada como elemento de decoração da estação do metrô, que terá dois acessos - um deles colado à subida para a Rocinha e o segundo do outro lado da Autoestrada Lagoa-Barra, próximo a uma concessionária de veículos. E, que para facilitar o acesso dos moradores da Rocinha ao metrô, está em estudo a implantação de um teleférico, semelhante ao que foi feito no Complexo do Alemão.
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