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BRT : Prefeitura desistiu de construir um dos três mergulhões

 

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Mudanças à vista no projeto do BRT Transcarioca, corredor expresso exclusivo para ônibus articulados que ligará a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim. A prefeitura desistiu de construir um dos três mergulhões que estavam previstos na Avenida Ayrton Senna, na Barra, com o objetivo de transformá-la numa via expressa sem sinais. Para reordenar o trânsito nas ruas internas do bairro, a Secretaria municipal de Obras optou por uma solução mais barata no lugar de um mergulhão na faixa lateral sentido Barra, na altura do Shopping Via Parque: ali será construído um viaduto.

O objetivo das mudanças é cortar custos e tentar evitar que o projeto saia mais caro que o planejado. Os recursos economizados serão remanejados para canteiros cujas despesas já estão R$ 62 milhões, o que já está acima do previsto.  As informações sobre alterações no projeto foram levantadas durante visitas técnicas do Tribunal de Contas do Município (TCM).

As mudanças de projeto não são o único problema da Transcarioca. Na Avenida Salvador Allende, o alargamento de um trecho de pouco mais de cem metros da via está paralisado há mais de um mês. O motivo é que a prefeitura tenta remover, sem sucesso, os moradores da favela do Arroio Fundo. A Rio Águas chegou a intimar os donos dos imóveis a demolir suas casas, mas voltou atrás depois de ser notificada pela Defensoria Pública da União. Os moradores recorreram à Defensoria alegando que a comunidade que se originou de uma colônia de pesca tem mais de 80 anos e já solicitara ao governo federal a emissão de títulos de posse.

Previsto para ser inaugurado até a Copa do Mundo de 2014, o Transcarioca tem custo estimado em mais de R$ 1,5 bilhão, entre obras e desapropriações. As revisões de projeto atingiram o chamado Lote 1 (Barra-Penha), onde estão sendo gastos quase R$ 800 milhões. Além do mergulhão da Barra, a prefeitura desistiu de fazer um novo viaduto no bairro de Vicente de Carvalho.

Dos R$ 62 milhões remanejados, quase a metade será para cobrir despesas extras com os dois mergulhões em construção em frente à Cidade da Música, também na Avenida Ayrton Senna. Orçadas inicialmente em R$ 36 milhões, as obras vão custar agora R$ 66,9 milhões (R$ 30,2 milhões a mais). Segundo o TCM, o custo dobrou porque houve uma revisão nas técnicas de engenharia empregadas na construção dos dois mergulhões. Em Campinho, modificações no projeto de outro mergulhão, entre as ruas Cândido Benício e Domingos Lopes, exigirão gastos extras de R$ 19,5 milhões (de R$ 30,2 milhões para R$ 49,7 milhões). Já o alargamento do Viaduto Negrão de Lima, em Madureira, ficará R$ 11,6 milhões mais caro.

Segundo o TCM, uma das razões para as mudanças na obra pode estar no fato de o projeto básico ter sido concluído antes da concessão da licença ambiental. No caso do Viaduto Negrão de Lima, por exemplo, materiais de obras tiveram que ser substituídos devido a riscos de saúde pública já que o canteiro era muito próximo do Mercadão de Madureira, polo comercial do bairro.

Novo trecho no Via Parque, na área do kartódromo


No caso da Barra, o projeto que vai substituir o mergulhão prevê outras intervenções além de um viaduto. Um novo trecho da Avenida Via Parque será construído na área hoje ocupada por um kartódromo. A ideia é que sirva como retorno para os motoristas que seguem em direção à Linha Amarela ou a Jacarepaguá.

O Transcarioca não é o primeiro corredor BRT a ter o projeto modificado. No corredor Transoeste (Barra-Campo Grande-Santa Cruz), a prefeitura desistiu de construir um novo viaduto de acesso entre as avenidas das Américas e Benvindo de Novais. Além disso, adiou por tempo indeterminado a implantação do chamado lote zero da obra, entre o Jardim Oceânico e o shopping Cittá América.