Pensamento do Dia

Surpreender - se, admirar - se, é começar a entender. (José O. Gasset - Filósofo espanhol)

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Tribuna de dezembro

A revista VEJA, do dia dois de dezembro p. passado, publica extensa matéria sobre segurança em dezesseis esclarecedoras páginas com um diagnóstico da violência nas grandes cidades brasileiras, apontando soluções que foram adotadas, com êxito, em metrópoles como Nova York, Bogotá, Medelín e Los Angeles que já foram tão ou mais violentas que o Rio de Janeiro, e que hoje têm um índice de criminalidade baixo.
Muito do que temos escrito nas colunas da TRIBUNA DA CIDADANIA mensalmente, foi confirmado, apontando itens que, se adotados, vão melhorar nossas policias.

1- Treinamentos, qualificação profissional e melhoria de salário do policial;
2- Credibilidade por parte da população o que implica em informações, denúncias e sugestões de policiamento;
3- Uma gestão de coisa pública, semelhante a da iniciativa privada, criando sistemas de metas e, principalmente, investindo em tecnologia;
4- Inteligência com novos métodos de investigação e planejamento;
5- Prisão e condenação do infrator para acabar com a sensação de impunidade que alimenta o aumento da criminalidade (interação entre policias, MP e Justiça);
6- O sistema de câmeras presta um enorme serviço de vigilância nas vias públicas, alem de colaborar no despacho de viaturas, com mais rapidez, aos locais das ocorrências;

Maceió é a cidade brasileira mais violenta.  São Paulo e Belo Horizonte vêm apresentando índices mais baixos porque adotaram técnicas modernas de gerenciamento, criaram bancos de dados contendo todos os BOs do estado, alem de dados estatísticos confiáveis.
A reportagem da VEJA conclui: “Com policiais mais bem preparados, mais tecnologia e policias bem administradas, há uma chance de que a sociedade consiga vencer o crime.”
Caso contrário continuaremos a ser reféns dos delinqüentes, acuados em casa e atrás de grades com medo de sair à noite e, receosos, mesmo durante o dia.
Sem verbas, sem técnicas, sem vontade política não vamos a lugar nenhum e ainda retrocedemos.
Repercutindo o artigo da VEJA, pretendemos chamar a atenção da população e principalmente do Governo do Estado para a enormidade do problema.
O ano eleitoral – 2010, poderá ser nossa esperança de obter uma ação eficiente das autoridades públicas ou mudá-las, ao elegermos um outro candidato ao Governo do Estado.

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